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Saúde
Saiba como funciona a notificação para zika vírus
Publicada em 26/02/2016, às 09:37
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Palestra do infectologista Marcelo Ranzani para profissionais da rede pública
A notificação do zika vírus passou a ser compulsória, conforme portaria do Ministério da Saúde. Isso quer dizer que todos os serviços de saúde são obrigados a informar todos os casos suspeitos. O zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, que também e vetor da dengue e da chikungunya. Essas três doenças também têm sintomas muito parecidos. Em 80% dos casos, a zika é assintomática. Das notificações registradas em Lençóis Paulista, nenhuma atendeu requisitos suficientes para ser tratado como suspeita de zika vírus. Os últimos pacientes que viajaram e apresentaram os sintomas estiveram no Mato Grosso do Sul, onde não havia nenhum suspeito de zika até o dia 30 de janeiro. Os dados são da base do Sinam (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde, e foi passado à equipe da Vigilância Epidemiológica durante treinamento promovido pela Diretoria Regional de Saúde. "Sempre que temos notificações ou casos positivos, divulgamos. Essa é a nossa postura. A população precisa saber para fazer a prevenção. Temos casos aguardando a confirmação para dengue. Até o momento não temos nenhum caso de zika e nenhum suspeito", reforça o diretor de Saúde, Márcio Caneppele Santarém. Vale ressaltar ainda que, para diagnóstico do zika vírus, é necessário realizar a coleta de sangue até o terceiro dia do aparecimento dos sintomas. O vírus só pode ser identificado por meio um exame específico, realizado apenas pelo Instituto Adolfo Lutz. As amostras para dengue devem ser colhidas após o sétimo dia do aparecimento dos sintomas. Não há orientação para diagnóstico clínico da zika, ou seja, apenas por meio da avaliação do médico, a não ser que o município já possua casos confirmados por meio de exame. Para melhor avaliação dos pacientes, a Diretoria de Saúde promoveu um treinamento dos profissionais da rede de Atenção Básica e Especialidades (médicos e enfermeiras) com o infectologista Marcelo Ranzani. A palestra aconteceu no dia 17 de fevereiro. "Estamos numa luta muito grande contra o Aedes. Fazendo mutirões de limpeza, bloqueios, campanhas em escolas, no trânsito, junto à população. Neste momento contamos bastante com a ajuda da população", conclui o diretor de Saúde.